
A Ruína
Eu daria tudo o que eu sei
Pela metade do que ignoro
Sigo sem poder decifrar
O novo mundo que eu exploro
Em meio à ruína
Num trilho de trem
Eu vejo o progresso perto de mim
Não temo a aventura
Não não temo ninguém
A minha jornada foi sempre assim
Dei meu sangue para cumprir
Todo o dever que me foi confiado
Mas temo que a esperança seja
O sonho de um homem acordado
Em meio à ruína...
É tolice me enganar
Eu sei que esse tempo não é meu
É difícil ilustrar a maravilha
Que esse mundo ergueu
Em meio à ruína...
Caminhando nessa terra
Quando os dias viram meses
E o caminho vira sina
Eu me escondo numa prece
Até a dor virar rotina
Caminhando nessa terra
Sem saber o que esperar
As feridas dessa guerra
Só o tempo vai curar
Minhas pernas são meu guia
O horizonte é o meu farol
Seja noite ou seja dia
A luz da lua é meu lençol
Caminhando nessa terra
Sem saber o que esperar
As feridas dessa guerra
Só o tempo vai curar
Mais forte que a lei
Vou correr
Para evitar um açoite
Haverá esperança
Na sombra da noite
Não permitir
Uma ofensa escapar
É a vida que eu abracei
Mesmo sozinho
Eu prefiro lutar
Sou mais forte que a lei
Devagar,
Deixo a fadiga de lado
No final, existe o certo
E o errado
Não permitir...
Eu vim trazer o peso do dever
A quem transgrediu, a quem se calou
A sina de um covarde é esquecer
Que o mal não perdoa quem o afagou
Não permitir...
O roubo do cristal
A lua conduz os meus passos
A noite protege a ambição
No peito a coragem suplica
Para cumprir a missão
Agora não dá mais tempo
De fugir ou de hesitar
Encontrar o melhor momento
É o segredo de triunfar
O cristal me seduz com seu brilho
É difícil medir seu valor
O convite a apertar o gatilho
Não podia ser mais tentador
O alarme convoca a milícia
A trégua chegou ao final
Respondo o vigor do inimigo
Com um golpe mortal
Agora não dá mais tempo...
O cristal me seduz com seu brilho...
É hora de bater em retirada
Com calma pra evitar um tumulto
A pressa é inimiga do sucesso
Quem rouba vê polícia em cada vulto
Agora é o melhor momento
De agir e de triunfar...
O cristal me seduz com seu brilho...
O sequestro do perito
Sinto o peso da aflição que mora em mim
Não pensei que fosse me deixar assim
Mas nunca perco a calma
Minha alma diz que sim
Vou esperar
A hora chegar
Para invadir esse abrigo
Vou me esconder
Pra surpreender
E dominar o inimigo
A ciência que o perito diz trazer
Vai além do que eu posso entender
Mas não há certeza
Na riqueza do saber
Vou esperar...
Eu não sei como me entregar
E não pretendo descobrir
Toda chance de avançar
É melhor que desistir
Vou esperar...
A Captura da Usina
Lá onde a luz não alcança
Em meio a um esforço profundo
As almas se banham no choro
De um povo isolado do mundo
Eu sei que a grandeza da vida
É sempre medida em suor
O rastro de uma batalha
Me faz um soldado melhor
Eu vou conquistar essa usina
E não há nada que vá me parar
O sangue na minha botina
É a prova que eu vim pra ficar
O grito que vem das paredes
Ecoa na minha doutrina
Zelar pelos mais oprimidos
É fazer a vontade divina
Eu sei que a grandeza da vida...
Eu vou confiscar essa usina...
A guerra tornou-se possível
Quando todo guerreiro jurou
Não pensar nos patifes caídos
Mas nos inocentes que salvou
Eu vou confiscar essa usina...
Isso é Traição
O silêncio é um amigo
Que não trai e não ilude
As palavras são um vício
Disfarçado de virtude
Não, não vou aceitar
Chega de calar
Isso é traição
O inimigo nunca dorme
A aflição é sua ceia
Não há pausa nem descanso
No feitio dessa teia
Não...
Tem gente que acha que a lei
Faz muito mal aos negócios
A verdade triunfa sozinha
A mentira precisa de sócios
Não...
O Pesadelo do Soldado
De que adianta cumprir a lei
Cometendo um deslize
Não dá certo apoiar a paz
Gerando uma crise
Um dia eu vou lembrar de tudo
Sem medo de olhar pra trás
Uma vida de incerteza
Num segundo se desfaz
O pesadelo do soldado
É perecer sem ter lutado
O bandido só tem prazer
Cometendo o delito
Sua urgência de transgredir
Nunca impõe um conflito
Um dia eu vou lembrar de tudo...
O pesadelo do soldado...
Quem é tolo sofre chantagem
Daquilo tudo que o seduz
Todo homem de coragem
É o carpinteiro da sua própria cruz
O pesadelo do soldado...
Os Sentinelas
Não há castigo mais severo
Do que negar uma ambição
Sinto a desonra dessa algema
No longo exílio da prisão
É tempo demais nessa cela
Agora é a vez de fugir
Com o apoio de um sentinela
Farei a coragem rugir
Eu sei que as barras são de aço
Mas um portal não tem vontade
Eu sou agente da vitória
Autor da minha liberdade
É tempo demais nessa cela...
O futuro não corre perigo
Pois conta com um protetor
Olhamos pro mesmo inimigo
Lutamos com o mesmo rigor
É tempo demais nessa cela...
Lutar pra vencer
Não importa o que vier
Seja de onde for
Sofrer o que puder
Negar a própria dor
Durar até o final
Sangrar até cair
O golpe mais brutal
É nunca desistir
Vencer é pra quem quer lutar
Viver é lutar pra vencer
O herói nunca vai recuar
É buscar a vitória ou morrer
Punir o agressor
Com a força de um juiz
Bater com mais vigor
Garante a cicatriz
Cravar o coração
Na ponta do fuzil
Bravura é solução
Num mundo tão hostil
Vencer é pra quem quer lutar...
Eu sou, eu mando, eu faço
Eu vejo, eu falo, eu tenho
Vencer é pra quem quer lutar...
O Juízo Final
Não me desespero,
Não sinto o terror
Tampouco vejo a dor me tocar
Quem nasceu pra morrer
Nasceu pra matar
Já me cansei dessa escória
É hora do bem intervir
Aqui tem um fim a história
Do mal que eu jurei destruir
Em toda batalha
Eu fico a pensar
Bandido nunca aprende a lição
Eu sou o Juízo Final
E não poupo ladrão
Já me cansei dessa escória...
Aquele que vive nas trevas
Faz da mentira uma igreja
A luz nunca vai alcançar
O pó onde o verme rasteja
Já me cansei dessa escória...
Já me cansei dessa escória
É hora do mal sucumbir
Hoje eu te apago da história
A justiça precisa punir
De Volta Pra Casa
Tinha uma missão pra cumprir
E nada conseguiu me vencer
Sei que sou um homem feliz
Que nunca vai fugir do dever
Eu já estou no caminho
(De volta pra casa)
E não vai demorar
(De volta pra casa)
Depois de tanto tempo sozinho
(De volta pra casa)
Eu retorno ao meu lar
Sigo meu destino otimista
Nas asas de um grande progresso
Uma era nova e moderna
Começa com o meu regresso
Eu já estou no caminho...
Lembrar da Grande Cidade
Me faz morrer de saudade
Eu já estou no caminho...